Wagner disse não as drogas?

Sim e não. Meio complicado essa resposta hein? Mas vamos lá.

No que se diz optar por uma solução livre a ser colocada no governo, sim, pois já foi citado em todas reuniões que participei que essa é a solução do governo, porém no que tange o protocolo assinado com a Microsoft, nada foi feito para nega-lo. Pelo contrário, foi dito que era para atender uma demanda de mercado e afins. Sinceridade? Pura besteira!

Quando falamos sobre politica do Brasil, é comum o termo agradar a “Deus e o Diabo”. Isso fica claro na atual ação tomada pelo Governo. Amanhã será assinado mais um protocolo de intenções, agora com a Red Hat Brasil. Ganhamos? NÃO! Lembra o que pedimos na nossa reação? UMA POLÍTICA CLARA sobre utilização de Software Livre no Estado. Um protocolo de intenções com uma empresa, mesmo sendo ela conhecida por usar e colaborar ativamente com a comunidade, não é prova de resultado do nosso pedido.

Que fique bem claro, que não tenho problema contra essa assinatura, já que não irá gerar nenhuma dependência do governo com solução X ou Y. Os produtos da Red Hat poderão estimular o intelecto regional. Uma vez que a contribuição da sociedade será revestida na própria comunidade baiana.

A Red Hat patrocina o Projeto Fedora, que tem como representação nacional o Projeto Fedora Brasil. Eles fazem um ótimo serviço em tradução, desenvolvimento, correção de bug, artwork e suporte a usuários. Posso dizer que Fedora e Ubuntu são os campeões de novos adeptos do Gnu/Linux.

Wagner disse não as drogas?

Agora o ponto da questão é a politica clara. Com capacitação, desenvolvimento e afins. Ou seja, realmente trabalhar com essa ferramenta, que é rica em possibilidades de desenvolvimento do intelecto humano.

Se me perguntar, ganhamos? Eu digo, ainda não.

Para quem não acompanhou essa historia, tudo começou com a assinatura. Então fizemos nossa reação, houve a audiência publica para discuti o assunto, saímos com os resultados. E agora a assinatura do protocolo com a Red Hat. Vamos ver a próxima ou fazer acontecer?

Amanhã estarei na assinatura, volto com os resultados.

PS: Acho que será transmitida Online, porém não sei onde. Se eu souber, postarei aqui.

Vai ser transmitido nesse site.

7 respostas para Wagner disse não as drogas?

  1. corvolino disse:

    Assina com a opensolaris também, ai faz uma coleção.

    que vergonha.

  2. Eduardo Alex disse:

    Sim, será transmitido pelo portal da prodeb e comunicacao.. http://www.prodeb.ba.gov.br/ http://www.comunicacao.ba.gov.br/

    [ ]’s

  3. Rodrigo disse:

    Esse seu conceito de ganhar e perder tá soando como: Vai fazer o que eu acho que é certo, ou não?

    Acredito que temos que procurar ter uma visão macro e focar no desenvolvimento da
    TIC no estado, independente de soluções, tratos governamentais, etc.

    Qualquer iniciativa que se traduza em crescimento e desenvolvimento constantes de TI no nosso estado deve ser apoiada e aplaudida. Ser SL nem sempre quer dizer que é bom e o contrário é válido também.

    A pergunta é: Qual o objetivo do governo? Satisfazer uma ou outra “facção” ou desenvolver mais e mais a TIC em nosso estado?

  4. Rafael Gomes disse:

    Na verdade é a minha opinião do que é certo, não necessariamente é o certo!

    Em todo caso acredito que soluções livres não seriam fechadas a uma “facção” ou mais. Em padrões abertos podemos atender todo tipo de mercado, porém o governo seria orientado a utilizar ferramentas que possibilitassem essa portabilidade e liberdade.

    Nem toda iniciativa que traduza desenvolvimento deve ser aplaudida, pois toda unamidade é burra. Temos que avaliar realmente todas as nuancias do que será proposto, pois uma possível parceria com a Microsoft é um bom exemplo, do que não deve ser feito. Veja que a infra-estrutura está refém de uma organização estrangeira que é famosa por não seguir padrões estipulados por organizações mundiais, na qual ela também participa.

    Um protocolo desses, mesmo que venha trazer beneficio a curto prazo, deixaria possíveis mazelas para posterioridade, onde teríamos que arcar com a possível migração e outros encargos típicos do mundo proprietário.

    Não estou querendo ser socialista, estou falando sobre capitalismo e governo. Muito dinheiro seria gasto e não teríamos a “Bahia de todos nós” como eles mesmo citam!

  5. Cláudio disse:

    Eles podiam ter assinado com a Canonical tambem ahaehehae, pelo menos não assinaram com a Novell ou com a Mandriva.

  6. Claver Costa disse:

    Caro Rodrigo

    Discordo que “Qualquer iniciativa que se traduza em crescimento e desenvolvimento constantes de TI no nosso estado deve ser apoiada e aplaudida”. Pois aí temos três (entre vários) pontos a serem pensados:

    1) Protocolos de intenções nem sempre viram ações. Mas para a M$ uma notícia, somente ele sem ação nenhuma, gera valorização de suas ações. A curto prazo pode ser bom sinalizar um acordo a M$, mas a longo prazo… Tudo fica atrelado a uma tecnologia. Imagine você só poder comprar um único produto de cada área?;

    2) Dinheiro público (se o protocolo virar ação) para grandes corporações, dinheiro aliás nosso, que sai dos cofres públicos e vai abastecer o cofre da da lider do mercado, que deve ter feito um lobbe (pra não dizer outra coisa) junto ao Governo da Bahia. O software livre/Código Aberto não tem departamento de marketing, por isso cada brado em sua defesa, esse sim é bem vindo;

    3) Como citou uma opção SL/CO “é rica em possibilidades de desenvolvimento do intelecto humano”. Talvez com 10% de uma licença (R$45,00) você consegue capacitar um funcionário e aí temos capacitação e ferramenta economizando 90% de verba pública!!!!

    Quantas pessoas vc conhece que só sabem mexer em um editor de texto se for o da M$? Ou que acham que Pacote Office é a única ferramenta para escritório?

    Desde já agradeço o espaço

    Saudações Linux para a comunidade baiana

  7. Sua cobertura do caso está ótima, Rafael. Continue assim!

    Não há problema algum em definir como certo aquilo que nós achamos que é certo. Não há um “certo” independente do que achamos (o que não é justificado é usar as noções de certo/errado sem o respaldo de argumentos). A administração pública deve prezar pelo bom uso dos seus recursos, e a proposta de adotar o SL não é nada além do que uma sugestão de uso racional do dinheiro público, e sobretudo, e do emprego de tecnologias que podem ser, além de tudo, sustentadas como mais eficientes com argumentos sólidos.

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