Nada de OLPC para Inimigos do EUA?

Nada pior do que isso para um projeto tão interessante.

Aliar uma boa idéia aos EUA tem sido sempre um desastre.

Depois da escolha dos servidores do Fedora como portadores dos softwares para o XO (mais conhecido como Laptop de US$100) todos os desenvolvedores que quiserem ajudar o projeto devem primeiro se inscrever no projeto Fedora, que como está lotado nos Estados Unidos, sofre as leis vigentes no País, que proibe a impõe restrições para exportação a países inimigos, tais como Cuba, Irã, Iraque, Coréia do Norte, Sudão e Síria.

Simplesmente um Absurdo.

PS: Por favor defensores do Fedora, me expliquem isso… Juro que fiquei empolgado ao saber que o OLPC tinha escolhido o Fedora, mas agora? Simplesmente uma péssima idéia.

Update : Conversando com alguns integrantes do Fedora, pude perceber que essa restrição é para qualquer empresa que esteja lotada no EUA. Infelizmente não há como fugir dessa lei, porém o problema passa a ser outro.

Será que um País pode impedir que as suas empresas tratem com seus inimigos? Mesmo que isso seja sobre educação e afins? Aqui fica claro a falta de interesse do EUA com seus “alvos”, pois como é explicado por eles a idéia era libertar o País, mas assim?

Não se deixe enganar, Petróleo e afins. Essa é a meta! Desculpe se pareci muito radical no texto, mas fico profundamente chateado com atos desleais como esse.

Porém a Microsoft faz tratos com Cuba

Mas aqui diz que Cuba quer operar com SL. Vai entender… (em Inglês)

5 respostas para Nada de OLPC para Inimigos do EUA?

  1. Fedora disse:

    Isso é realmente um absurdo, não dá para entender isso e também não dá para entender como é que escolheram esta distribuição para o projeto, distribuição ALPHA da Redhat, tudo que se coloca sempre dá pau, parece até pior do que o Windows.

  2. Rafael Gomes disse:

    Não Concordo com a parte ALPHA do Red Hat, mas em todo caso, me parece que há alguns testes dos pacotes do RH no Fedora.

  3. Cid disse:

    Grande Rafael,
    Pois é meu amigo. É a politica externa dos EUA, e tem mais… as empresas Americanas também não podem comprar, vender ou negociar com empresas dos paises classificados como inimigos. Quando trabalhei na CREDICARD, que é uma empresa do Citi Group, eramos obrigados a consultar uma BlackList das empresas que eram proibidas de fazer transações comerciais.
    Coisas do Tio SAM, mas não acho tão absurda assim. Pense.. vou negociar com paises que querem me destruir? Claro que não.

  4. lourenzo disse:

    Revoltante!

    Como explicar esse tipo de grosseria? Se um projeto se denomina livre, não pode estar sujeito a maniqueísmos como os da besta quadrada que é o Bush!

    Infelizmente esse é o grande reflexo de como a sociedade humana ainda é precária.

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