março 7, 2007

Programa antispam brasileiro é premiado nos Estados Unidos
Estadão – Renato Cruz 06 de março de 2007

SÃO PAULO – O engenheiro Fidelis Assis, de 54 anos, desenvolveu um sistema antispam premiado no evento TREC Spam Track 2006, promovido pelo Departamento de Comércio e pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. “Estava esperando uma classificação boa, mas não o primeiro lugar”, disse Assis, que não foi pessoalmente ao evento, no fim de novembro. Participaram do concurso nove equipes de sete países, com 32 filtros de mensagens indesejadas.
Cada inscrito pôde enviar até quatro variantes de seu antispam. Os filtros criados pelo brasileiro ficaram em primeiro, segundo, terceiro e quinto lugares. Em quarto, ficou a Tufts University, dos EUA. Assis é gerente técnico de Suporte de Serviços de internet da Embratel. Seu filtro antispam é usado no Click21, provedor da Embratel, na divisão de satélites StarOne e nos sistemas internos.
A ferramenta antispam criada por Assis, chamada OSBF-Lua, é um software livre, que pode ser copiado, usado e modificado sem pagamento de licenças. Está disponível neste site. Parte dele foi escrita na linguagem Lua, criada na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.
Engenheiro de telecomunicações pela Universidade Federal Fluminense, com mestrado no Instituto Militar de Engenharia (IME), Assis não tem planos de transformar o antispam em produto: “Como software de código aberto, ele está disponível a quem queira usar”.

Anúncios

Spam… Como Detectar…

março 7, 2007

Hoje tive em minha lista de e-mail algo bastante comum hoje em dia. SPAM!

Como eu uso o Gmail, apenas fui na lista de Spam para ver se existia algum e-mail válido entre eles.  Quando me deparei com um e-mail no minimo intrigante.

Ele tinha como remetente o nome “Enteresse” (sic) Sim! O que você leu, “Enteresse” com E.  E ainda tinha no e-mail do remetente o seguinte dominio @governo.gov.

Fui pesquisar sobre o domínio governo.gov no dnsstuff e encontrei várias falhas. Entre elas uma falha na resolução reversa. A resolução que verifica de forma contraria o ip para o nome e assim “autenticando” o dominio.

Se você for pesquisar agora pode nem mais encontrar. Para evitar rastreamento, creio eu.

O que é mais engraçado é a forma como eles trabalham. Sempre aproveitando-se da ignorância do usuário, pois qualquer pessoa com um mínimo de noção nunca cairia nesse golpe. Deixa eu mostrar as falhas que eles cometeram.

1 – Escrever o nome Interesse errado – Falha Brutal…

2 – Domínio governo com .org? – no mínimo estranho…

Mais existem alguns pontos que podem pegar aqueles que pouca se importam com o fato. Clicam em tudo que visualizam.

1 – O nome governo pode ser facilmente associado segurança no acesso, pois o problema do .org só atenta aqueles que tem esse devido conhecimento…

2 – No e-mail ele fala, se a figura não abrir clique aqui – A maioria dos usuários clicam logo. Nunca deixam o mouse em cima do link para ver o endereço.

3 – Na pagina que é aberta ele fala que a pagina precisa de um plugin do flash para exibir a pagina – A maioria dos usuários sempre instalam isso sem ao menos ver para que serve realmente.

Então é muito importante estarmos atento a esses pequenos detalhes.

Com esse arquivo do “flash” instalado poderíamos ter um serio problema com performance ou até mesmo a integridade e/ou confidenciabilidade de nossas informações.


Linux Fragmentado

março 2, 2007

Ao ler um artigo na Linux Magazine fiquei muito intrigado sobre esse assunto, pensei e cheguei a algumas conclusões sobre o tema.

Sempre que pensamos como militantes ou defensores de uma idéia sempre temos inimigos e no Linux com o software livre não é diferente, mas nosso caso temos algum incomum. O nosso maior inimigo não é a Empresa MS! E sim nós mesmos… Isso! Falo nós pois somos uma comunidade.

Um dos grandes obstáculos frente ao crescimento do Linux nos Desktops é a fragmentação, pois em meio a tantas distribuições seguindo linhas diferentes fica complicado o acesso das grandes empresas nesse mercado, pois a falta de um padrão deixa tudo muito inseguro.

No caso da Dell, ficou claro o seu receio para a entrada nesse mercado, pois o Linux já se estabeleceu no mercado a meses e ainda nada tinha sido divulgado em relação a ele abertamente. Depois de vários pedidos em seu site a Dell resolveu entrar no mercado e assim vender suas maquinas com o Suse Linux pré-instalado, mas todo suporte na parte do SO será dado pela Novell, dona do Suse Linux, pois empresas como a Dell não se importam com a vontade de usuários do Linux, elas querem saber dos usuários de Red Hat, Debian, Suse, ou seja, padrões a serem seguidos.

O mesmo aconteceu com a HP, mas no caso dela não existe somente uma distribuição e sim várias. Red Hat, Suse, Turbolinux e Mandriva. Nesse caso escolhido pelo usuário, mas ainda limitado pelo tipo de hardware compativel. Nesse caso também o suporte do SO é totalmente prestado pela dona da Distribuição.

Ao fim, podemos perceber que mesmo com tantos problemas a área linux é bestante promissora e pouco explorada. As grandes empresas estão percebendo isso um pouco tarde, mas o que ainda não foi encarado de verdade por eles é a liberdade do usuário de uma forma bastante ampla, pois se o suporte é prestado e de certa forma a comunidade foi usada para o mesmo por que não ajudar a mesma disponibilizando os drivers para seus hardwares? Será que eles não percebem que com isso poderá aumentar suas vendas frente a estruturas proprietárias? Será mesmo que a ATI não sente isso hoje com a Nvidia?

O que acho é que tudo ainda está da mesma forma. O objetivo da entrada dessas empresas ainda não foi alcançado! COMPATIBILIDADE! Nosso maior mal em Desktop até então, mas tudo isso é questão de tempo.