Muito foi dito depois de eu divulgar que mesmo depois do governo assinar com a Red Hat, a comunidade baiana não estaria ganhado a “luta” que iniciou com a reação ao protocolo com a Microsoft.
Sei que pareço uma pessoa inconformada em uma visão mais ampla, porém o post foi para informar que AINDA não ganhamos. A “parceria” com a Red Hat é um GRANDE passo, mas não é a conclusão do processo.
Como falei no post passado, a Red Hat é um ótimo exemplo da empresa a se estabelecer parcerias com o Governo. Claro que deve ser avaliado todas os problemas juridicos que essa parceria implica, mas isso é outro assunto.
A Red Hat sim é uma empresa que presa o desenvolvimento do estado. Ela participa de todo ciclo colaborativo e retorna para a comunidade o fruto do seu esforço, pois todo conhecimento é livre. Acredito que o protocolo proposto seria seguido pela Red Hat e não pela outra companhia.
Em todo caso, não podemos deixar de atentar para o que solicitamos ao governo. Um Política clara de Software Livre na Bahia. A parceira por sí só não vai trazer isso para Bahia. Como citei no post anterior, é necessário capacitação, suporte e desenvolvimento por parte do governo. Muito já foi feito, como podemos ver com o projeto Berimbau Livre e afins. Precisamos apenas “arrumar a casa” e continuar.
Faltou o elogio no ultimo post não foi? Parabéns Governo da Bahia, mas temos que continuar a trabalhar. Vamos construir juntos essa “Bahia e todos nós”.
Como diz meu amigo Vicente “Vamo que Vamo”




Junho 6, 2008 às 5:06 pm |
Cara, talvez vc nem fosse ligado ao SL ainda qd a RedHat começou a se tornar forte no cenário comercial, mas naquela mesma época vi muita gente dizendo que a RedHat era interesseira, que só fazia se aproveitar da comunidade. Inclusive qd o projeto Fedora foi criado teve um tom de resposta às este tipo de crítica e novas críticas no mesmo sentido surgiram. Hj uns 5 anos depois (acho) ela se torna uma grande alternativa à grandes fornecedores. E sob o ponto de vista mercadológico, qual a diferença entre a RedHat e a MS (resguardadas as devidas proporções). Todas duas estão no jogo pra fazer dinheiro, todas duas tem produtos abertos e todas duas tem produtos fechados. Quando você fala “…presa o desenvolvimento do estado. …” tenha certeza que não deixa de ser uma estratégia de expansão de negócios. Sob olhos de governança corporativa, utilizar um fornecedor ou outro neste caso não faz diferença, contanto que o estado tenha o menor ônus de administração e o melhor ROI na estrutura.
Junho 6, 2008 às 6:18 pm |
Grande Rafa….
Excelente post, paciência é uma virtude meu camarada.
abraço
Junho 6, 2008 às 9:23 pm |
Ed,
Não estou aqui defendendo os interesses da RH. Apenas para salientar a proporção que foi descrita por ti. A diferença é o produto comercializado por ambas empresas.
A Red Hat utiliza o conhecimento de toda comunidade, que ela ajuda a produzir também, “faz” o software e cobra somente pelo serviço. No caso da Microsoft, o conhecimento é utilizado da mesma maneira, porém o software é cobrado junto ao serviço. Não existe retorno para comunidade. E assim não existe nenhum interesse no intelecto regional.
Julho 21, 2008 às 5:56 pm |
Viva! Grande passo do nosso Governo!