Instalando o IE4Linux no Fedora

Junho 30, 2008

Se você precisa acessar aquelas paginas que só abre no Internet Explorer,

Primeiro,

Reporte o problema ao responsável pelo Website, pois ele não está seguindo os padrões e por sua vez, perdendo uma grande fatia do mercado, que inclui você como mais um cliente. Eles não irão modificar os seus websites se não houver demanda.

Se isso não funcionar, você pode instalar o IE4Linux e assim acessar suas paginas do seu Fedora usando o engine dessa navegador, porém não deixe de reclamar ao responsável por conta dessa possibilidade, pois isso é apenas uma forma provisória e não tem um suporte que Firefox e o Opera têm.

Vamos lá…

Com o usuário root faça:

# yum -y install wine*

# yum -y install cabextract

Agora entre com usuário normal (Muito importante essa parte!)

$ wget http://www.tatanka.com.br/ies4linux/downloads/ies4linux-latest.tar.gz

$ tar zxvf ies4linux-latest.tar.gz

$ cd ies4linux-*

$ ./ies4linux

Eu tive bastante problema na instalação, desde a arquivos corrompidos a informação de bug, sempre que ocorria uma erro eu dava o comando ./ies4linux novamente e ele continuava de onde parou.

Após instalado é somente utiliza com o comando:

$ ie6

Pronto!

Update: De acordo com a EULA da Microsoft, os componentes do IE só poderão ser utilizados se o usuário estive em posse de uma licença. Ou seja, somente utilize esse procedimento se tiver uma licença do SO, pois caso contrário poderá estará infringindo a lei.


A Microsoft disse “O ODF Ganhou”!

Junho 20, 2008

A Microsoft disse \"O ODF Ganhou\"!

A “batalha” entre os padrões ODF e OpenXML parece está perto do fim, pois em um evento da Red Hat em Boston o responsável nacional de tecnologia da Microsoft, Stuart McKee disse:

“O ODF claramente venceu. Nós vendemos software para viver. A habilidade para implementar o ODF no meio do nosso calendário de lançamento simplesmente não era possível. Nós poderíamos fazer isso durante o lançamento do Office 2007. Esperamos e estamos comprometidos em fazer mais tradutores [ODF-para-OOXML].”

Agora uma pergunta. Por que eles não param logo essa “idéia maluca” de novo padrão? Não seria mais fácil e esperado seguir algo acordado por todos?

Vamos continuar aguardando a resposta.


Java 100% Livre no Fedora

Junho 20, 2008

Sim, foi exatamente o que você viu! O software denominado IcedTea, criado pela Red Hat, baseado no projeto GNU Classpath, para substituir o código proprietário na OpenJDK. Acaba de passar no difícil teste “Java Test Compatibility Kit” (TCK).

Assim podemos concluir que ele tem todas possibilidades de substituir a maquina java da Sun, que ainda não foi liberada por conter código proprietário embutido.

Java 100% Livre no Fedora

Por hora, as unicas distribuições a trazerem o icedTea como default é o Fedora 9 e o Foresight Linux (Valeu Ogmaciel) , porém nada impede que outras distribuições venha a agregar mais essa melhoria em suas distribuições.

Parabéns Red Hat!

Java 100% Livre no Fedora

Fonte


Baixe seu certificado do Download Day

Junho 19, 2008

Agora que já batemos o recorde com mais de 8 MILHÕES de downloads em 24 horas, podemos baixar nosso certificado para provar nossa contribuição com esse feito. Baixe o seu aqui.

Eu baixei o meu! Olha só!

Baixe seu certificado do Download Day

Fonte : Valeu Doria!


Quer trabalhar na Safernet?

Junho 13, 2008

Se você é um profissional a procura de emprego, tem interesse em interagir com a comunidade de Software Livre e queria aliar as duas coisas. Essa é sua chance, mas nesse caso precisa ser um desenvolvedor.

Quer trabalhar na Safernet?

Como está no próprio site da organização:

“A SaferNet Brasil é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que reúne cientistas da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em Direito com a missão de defender e promover os Direitos Humanos na Sociedade da Informação no Brasil.

Através da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, operada em parceria com o Ministério Público Federal, oferecemos à sociedade brasileira e a comunidade internacional um serviço anônimo de recebimento, processamento, encaminhamento e acompanhamento on-line de denúncias sobre qualquer crime ou violação aos Direitos Humanos praticado através da Internet, tudo dentro dos mais rígidos padrões técnicos e operacionais fixados pelos organismos de padronização e certificação internacionais.”

Ou seja, uma ótima oportunidade de emprego para aqueles que tem interesse em ingressar nesse mercado de trabalho!

Segue abaixo o perfil solicitado:

Estagiário DBA / Programador Perl

Vaga para estagiário DBA com programação na linguagem Perl em Salvador-Bahia pelo período mínimo de 01(um) ano.

Descrição

A SaferNet Brasil (http://safernet.org.br) é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que reúne cientistas da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em Direito com a missão de defender e promover os Direitos Humanos na Sociedade da Informação no Brasil.

Para tornar nosso trabalho possível, desenvolvemos novos softwares ou customizamos softwares livres. Agora nós precisamos de um estagiário com perfil misto entre DBA (administrador de base de dados) e programador, para que seja capaz de dar manutenção em scripts feitos na linguagem Perl e de criar novas bases de dados para solucionar problemas sob demanda.

Se você mora em Salvador; faz faculdade em ciência da computação, sistemas de informação, ou cursos correlatos; tem conhecimentos avançados em administração de banco de dados e gosta de hackear códigos interessantes, essa é uma grande oportunidade.

Habilidades Requeridas

  • Debian GNU/Linux (nível usuário)
  • Modelagem de Banco de Dados
  • Administração de Bancos de Dados MySQL e PostgreSQL
  • UML
  • Fluência em orientação a objetos em uma ou mais das três linguagens de programação: perl, python, ruby
  • Língua Inglesa (leitura e escrita)
  • Comprometimento e Responsabilidade

Habilidades Desejadas

Habilidades desejadas mas não obrigatórias:

  • Domínio da língua inglesa para interação com comunidades de SL estrangeiras
  • Interesse e envolvimento com a comunidade de Software Livre
  • Desenvolvimento e/ou administração de bancos de dados para Web
  • Conhecimento sobre uso de controle de versões (SVN) e documentação de software
  • Conhecimento sobre metodologias ágeis de desenvolvimento de software
  • Experiência com Request Tracker
  • Uso do TWiki
  • Uso do CPAN

Regime

  • Carga horária: 20 horas semanais com horário flexível
  • Bolsa-auxílio: entre R$420 e R$650; de acordo com o nível de experiência do candidato.
  • Possibilidade de contratação e aumento da remuneração.

Candidate-se!

Envie seu Curriculum por e-mail para contato@safernet.org.br com o assunto “Estagiário DBA/Perl – {Seu Nome}” até 25 de Junho de 2008

Ou seja, ainda tem tempo! Quem ficar interessado e tiver os conhecimentos, não deixe de mandar seu e-mail!

Fonte:


Por que ainda não ganhamos?

Junho 6, 2008

Muito foi dito depois de eu divulgar que mesmo depois do governo assinar com a Red Hat, a comunidade baiana não estaria ganhado a “luta” que iniciou com a reação ao protocolo com a Microsoft.

Sei que pareço uma pessoa inconformada em uma visão mais ampla, porém o post foi para informar que AINDA não ganhamos. A “parceria” com a Red Hat é um GRANDE passo, mas não é a conclusão do processo.

Por que ainda não ganhamos

Como falei no post passado, a Red Hat é um ótimo exemplo da empresa a se estabelecer parcerias com o Governo. Claro que deve ser avaliado todas os problemas juridicos que essa parceria implica, mas isso é outro assunto.

A Red Hat sim é uma empresa que presa o desenvolvimento do estado. Ela participa de todo ciclo colaborativo e retorna para a comunidade o fruto do seu esforço, pois todo conhecimento é livre. Acredito que o protocolo proposto seria seguido pela Red Hat e não pela outra companhia.

Em todo caso, não podemos deixar de atentar para o que solicitamos ao governo. Um Política clara de Software Livre na Bahia. A parceira por sí só não vai trazer isso para Bahia. Como citei no post anterior, é necessário capacitação, suporte e desenvolvimento por parte do governo. Muito já foi feito, como podemos ver com o projeto Berimbau Livre e afins. Precisamos apenas “arrumar a casa” e continuar.

Faltou o elogio no ultimo post não foi? Parabéns Governo da Bahia, mas temos que continuar a trabalhar. Vamos construir juntos essa “Bahia e todos nós”.

Como diz meu amigo Vicente “Vamo que Vamo”


Wagner disse não as drogas?

Junho 6, 2008

Sim e não. Meio complicado essa resposta hein? Mas vamos lá.

No que se diz optar por uma solução livre a ser colocada no governo, sim, pois já foi citado em todas reuniões que participei que essa é a solução do governo, porém no que tange o protocolo assinado com a Microsoft, nada foi feito para nega-lo. Pelo contrário, foi dito que era para atender uma demanda de mercado e afins. Sinceridade? Pura besteira!

Quando falamos sobre politica do Brasil, é comum o termo agradar a “Deus e o Diabo”. Isso fica claro na atual ação tomada pelo Governo. Amanhã será assinado mais um protocolo de intenções, agora com a Red Hat Brasil. Ganhamos? NÃO! Lembra o que pedimos na nossa reação? UMA POLÍTICA CLARA sobre utilização de Software Livre no Estado. Um protocolo de intenções com uma empresa, mesmo sendo ela conhecida por usar e colaborar ativamente com a comunidade, não é prova de resultado do nosso pedido.

Que fique bem claro, que não tenho problema contra essa assinatura, já que não irá gerar nenhuma dependência do governo com solução X ou Y. Os produtos da Red Hat poderão estimular o intelecto regional. Uma vez que a contribuição da sociedade será revestida na própria comunidade baiana.

A Red Hat patrocina o Projeto Fedora, que tem como representação nacional o Projeto Fedora Brasil. Eles fazem um ótimo serviço em tradução, desenvolvimento, correção de bug, artwork e suporte a usuários. Posso dizer que Fedora e Ubuntu são os campeões de novos adeptos do Gnu/Linux.

Wagner disse não as drogas?

Agora o ponto da questão é a politica clara. Com capacitação, desenvolvimento e afins. Ou seja, realmente trabalhar com essa ferramenta, que é rica em possibilidades de desenvolvimento do intelecto humano.

Se me perguntar, ganhamos? Eu digo, ainda não.

Para quem não acompanhou essa historia, tudo começou com a assinatura. Então fizemos nossa reação, houve a audiência publica para discuti o assunto, saímos com os resultados. E agora a assinatura do protocolo com a Red Hat. Vamos ver a próxima ou fazer acontecer?

Amanhã estarei na assinatura, volto com os resultados.

PS: Acho que será transmitida Online, porém não sei onde. Se eu souber, postarei aqui.

Vai ser transmitido nesse site.


Tuning no Squid

Junho 5, 2008

Tuning no Squid

Continuando meus posts sobre Squid, hoje vou mostrar como deixar seu Squid mais “parrudo”. Iremos apenas modificar alguns parâmetros no arquivo de configuração que podem surtir um efeito satisfatório na navegação dos usuários. Vamos lá!

Começando pela memória utilizada pelo squid.

A contagem é bem simples. O squid utiliza 10MB de memória RAM para cada 1GB setado no parâmetro do Cache_dir, adicionado ao valor estipulado no cache_mem e por fim adicionando um valor de gordura de 20MB.

Exemplo :

Tenho um cache_dir com 10GB e um cache_mem de 512. Assim terei utilização na memória de 100MB + 512 + 20 = 632MB de utilização. Isso com uma memória de 1GB aguenta perfeitamente, pois uma maquina com o SO otimizada não utiliza mais 50MB de RAM, no fim ainda teríamos sobra para possíveis picos de utilização de outras aplicações.

Obs: Não é aconselhável ter cache_dir maior que 10GB, se necessário for ter cache maior que isso, é indicado criar partições separadas, pois com partições maiores que essa quantidade existe uma latência no retorno de informações, por conta do grande espaço a ser consultado. (Isso é um mito!!!)

Agora vamos para políticas de troca do cache:

Com o squid compilado “bonitinho” temos as seguintes políticas de troca:

lru : Squid’s original list based LRU policy

Mantém em cache os arquivos abertos recentemente.

heap GDSF : Greedy-Dual Size Frequency

Otimiza o HIT Ratio de objetos mantendo os arquivos menores e populares no cache, para obter uma melhor chance de acontecer um HIT.

heap LFUDA: Least Frequently Used with Dynamic Aging

Procura manter no cache arquivos populares, independente do tamanho otimizando assim o Byte HIT em detrimento do HIT

heap LRU : LRU policy implemented using a heap

Mantém em cache os arquivos abertos recentemente utilizando-se a política heap

Então pude concluir que:

A melhor política para memória é o GDSF, pois manipula pequenos arquivos. Muito interessante para cenários com muitos usuários.

Para guardar arquivos no disco a melhor é LFUDA, pois tem como função aumentar o bit HIT e assim economizar banda, sem falar na manipulação de grandes arquivos, que todo mundo sabe que é bem mais rápido no disco.

Temos os seguintes parâmetros:

memory_replacement_policy heap GDSF
cache_replacement_policy heap LFUDA

Obs : Aumente o parâmetro maximum_object_size para ganhar vantagem do LFUDA. (100MB para ambiente com atualizações grandes na internet).

Sistema de arquivos do cache:

No parâmetro cache_dir é o local utilizado para especificar o filesystem e informar os detalhes do mesmo.

O melhor sistema de arquivos em minha opinião é o diskd, que tem uma performance de 160 requisições por segundo.

O meu cache_dir ficaria da seguinte forma:

cache_dir diskd /var/spool/squid 10000 64 256 Q1=64 Q2=72
O primero parametro depois do local é o tamanho maximo do diretorio de cache.
O Segundo parametro é o numero maximo de pastas criadas no primeiro nível do cache_dir.

O terceiro parametro é o numero maximo de pastas criadas no segundo nível do cache_dir.
O Q1 e Q2 representam :

Q1 é o numero maximo de requisições para que o proxy pare de abrir novos arquivos.
Q2 é o numero maximo de requisições para que o proxy bloquei novas requisições.

Então:

Quando Q1 > Q2 (o padrão) tem um menor tempo de resposta, por conta do bloqueio antes que o máximo seja realmente excedido . Trocando a ordem (Q1 < Q2)  ganhamos performance, pois com o processamento rápido do cache para requisições não serão facilmente bloqueadas.
Numeros de arquivos que o squid pode abrir:

O kernel, junto ao squid, tem um limite de arquivos que pode ser aberto para manipular o cache e o repasse de paginas para os clientes.

Qual o limite do seu kernel?

# cat /proc/sys/fs/file-max

Deseja Aumentar?

# sysctl -w fs.file-max=100000

No squid isso é feito no ato da compilação com o parâmetro –with-maxfd=<numero>

PS: Cuidado com o numero de arquivos, para que não tenhamos um sobrecarga no seu sistema. Eu utilizo 16384, que veio no padrão do rpm no CentOS 5. Achei um bom numero.

Fechando conexões “meio encerradas”:

O squid mantem algumas conexões que não foram encerradas pelo cliente, mas não estão em uso. Sendo assim o parametro half_closed_clients deve ser setado como off.

Obs : Todos essas dicas foram testadas na distribuição CentOS 5.1 em ambiente virtualizado com 2 GB de RAM dedicados.

Fonte


Paginas em branco oriundas do Proxy Squid?

Junho 4, 2008

Paginas em branco oriundas do Proxy Squid?

A pouco tempo eu tive um problema que julguei ser pontual, algo que poderia ser uma falha em meu squid.conf, mas depois de muito verificar, percebi que não há nenhum log de erro no cache.log, mesmo em debug 9.

Qualquer navegador que solicitasse a pagina support.microsoft.com só exibia uma tela branca, ou seja, a pagina está chegando com algum problema.

Sendo assim, em algumas pesquisas na internet, percebi que outras pessoas passavam pelo mesmo problema e logo a explicação “veio a tona”.

O problema está no fato que alguns servidores web retornam paginas com a codificação HTTP/1.1, porém o squid repassa a pagina com HTTP/1.0, assim gerando a pagina em branco no navegador. Dessa forma dificultando a minha analise, pois eu sempre verificava o tráfego.

Agora, a solução! A idéia é não aceitar a codificação proposta pelo web server. Claro que você pode apenas associar os sites problemáticos.

Vamos lá:

acl broken dstdomain ...
header_access Accept-Encoding deny broken

Pronto! Resolvido, pelo menos funcionou com o meu problema.

Fonte